Vila Autódromo no projeto Olímpico Rio 2016
A imagem acima foi retirada do site do Insituto de Arquitetos do Brasil, que a pedido da Prefeitura do Rio promoveu o Concurso Parque Olímpico Rio 2016. Além de não utilizar o terreno da Vila Autódromo, o projeto vencedor, do escritório de arquitetura inglês Aecom, reconhece a sua presença ali no número 35 (veja imagem ampliada). Ou seja, foi prevista e reconhecida a sua manutenção no projeto escolhido.
Esta decisão está em linha com os cadernos que o comitê organizador distribuiu aos vereadores do Rio de Janeiro, que sintetizavam os projetos e propostas do projeto Rio 2016. Um dos cadernos se chama “Legado Urbano e Ambiental” e cita a Zona de Uso Misto a ser implementada na Barra da Tijuca como um benefício para os moradores da Vila Autódromo. Na página 98, consta o seguinte:
— O uso misto vai provocar, além da reordenação do entorno degradado, movimentação econômica com atração de atividades comerciais e de serviços diversos. Uma mudança de perspectiva para as comunidades vizinhas, como a Vila Autódromo, onde vivem 350 famílias de baixa renda em condições precárias de infraestrutura e de serviços. O município vai dar tratamento especial à situação de moradia daquela população.
Por esses motivos, o argumento de que a Vila Autódromo precisa ser removida porque o terreno é necessário para as futuras instalações olímpicas, muito repetido nos jornais e na televisão, não se sustenta. O próprio projeto vencedor do concurso promovido pela Prefeitura do Rio desmente isso. Por que agora estão querendo mudar o projeto? A quem interessam as remoções?
Na imagem abaixo, também do site do IAB, o legado para 2030 com a Vila Autódromo fazendo parte do futuro bairro Parque Olímpico. Portanto, a única alternativa que se espera do poder público é que se cumpra o projeto vencedor. A urbanização é inclusive mais vantajosa economicamente e a única capaz de promover justiça social.

